Faturamento com venda de remédios cresce 11,5% no primeiro semestre de 2025

Foto: Fábio Pozzebom/Arquivo/Agência Brasil A indústria farmacêutica do país fechou o primeiro semestre deste ano com crescimento de 5% nas vendas de medicamentos ante o mesmo período de 2024 26 de agosto de 2025 | 08:13 Faturamento com venda de remédios cresce 11,5% no primeiro semestre de 2025 A indústria farmacêutica do país fechou o … Leia Mais


Dólar abre em baixa com dados de inflação e demissão no Fed em foco



Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil/Arquivo
O dólar abriu em queda nesta terça-feira (26) 26 de agosto de 2025 | 10:15

Dólar abre em baixa com dados de inflação e demissão no Fed em foco

O dólar abriu em queda nesta terça-feira (26), com investidores avaliando dados da inflação brasileira e a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, de demitir uma diretora do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA).

Às 9h05, o dólar caía 0,21%, a R$ 5,4029 na venda. Na segunda (25), a moeda americana fechou em queda de 0,21%, a R$ 5,4138, e o Ibovespa teve alta marginal de 0,04%, a 138.025 pontos.

O mercado repercute a decisão do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que disse na segunda-feira (25) ter destituído a diretora do Federal Reserve Lisa Cook. Entretanto, Cook disse que a sua demissão anunciada pelo republicano não tem amparo legal e que também não vai renunciar ao posto.

Na cena doméstica, o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15), considerado uma prévia do IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), registrou deflação (queda) de 0,14% em agosto, a 1ª em mais de dois anos. O dado foi divulgado nesta terça (26) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O mercado também permanece atento às negociações comerciais envolvendo os EUA e ao possível corte de juros da economia americana.

Investidores também continuam repercutindo o discurso do presidente do Fed (Federal Reserve, o BC dos EUA), Jerome Powell, na última sexta (25), no qual ele indicou um corte nos juros americanos.

Na visão de analistas do BB Investimentos, nesta semana o mercado deve voltar suas atenções às perspectivas de corte de juros nos EUA e o impulso que esse novo ciclo pode dar aos ativos de risco, incluindo os de mercados emergentes.

Em relatório, eles destacaram que o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, sinalizou na semana passada a chance de flexibilização dos juros nos EUA em razão de indicadores econômicos mais recentes, notadamente os impactos do mercado de trabalho que vem desaquecendo, ainda que a inflação tenda para alta.

“Caso o mercado forme consenso sobre os rumos da política monetária nos EUA conforme as sinalizações mais recentes, entendemos que o Ibovespa tem espaço para testar novamente seu topo histórico, em 141,5 mil pontos”, afirmaram em relatório a clientes nesta segunda-feira.

“Para isso, precisa romper a barreira dos 139,3 mil pontos”, acrescentaram, destacando que a frustração de expectativas pode ocasionar quedas acentuadas, com primeiros suportes imediatos em 136 mil e 134,3 mil pontos.

Em Wall Street, o começo da semana é marcado por ajustes, com S&P 500 em baixa de 0,43% na segunda. Já o Dow Jones caiu 0,77% e o Nasdaq teve leve queda de 0,22% na sessão da véspera.

“O mercado continua especulando sobre a disposição do Fed em cortar juros no mês que vem. O discurso de Powell deixou o caminho em aberto, mas a agenda da semana deve trazer respostas mais objetivas”, disse Diego Costa, diretor de câmbio para o Norte e Nordeste da B&T XP.

O Fed vem mantendo a taxa de juros entre 4,25% e 4,5% desde dezembro do ano passado, antes de Donald Trump ser empossado. Foram cinco reuniões neste ano que os diretores optaram pela manutenção da taxa, apesar da pressão de Trump, que defende uma redução de três pontos percentuais.

Antes do discurso de Powell na sexta, operadores precificavam pouco menos de 70% de chance de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros durante a próxima reunião, entre 16 e 17 de setembro, com os 30% restantes apostando em mais uma manutenção. Agora, a probabilidade de uma redução está em 84%, segundo a ferramenta Fed Watch.

Para os mercados de renda variável e de câmbio, cortes nos juros do Fed são uma boa notícia, já que normalmente vêm acompanhados de uma injeção de recursos de investidores egressos da renda fixa norte-americana. Quando os juros por lá caem, os rendimentos dos títulos ligados ao Tesouro dos Estados Unidos também caem, levando os operadores à diversificação de investimentos.

Outro ponto que pode beneficiar o Brasil é o aumento no diferencial entre os juros brasileiros e americanos, o que favorece o fluxo de dólares para o país, reduzindo o valor da moeda americana ante o real.

Já na agenda econômica, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgará na manhã desta terça (26), o IPCA-15 (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15) de agosto. A expectativa de economistas é de deflação. De acordo com analistas consultados pela Bloomberg, deve haver redução de 0,2% nos preços na comparação mensal. Já em 12 meses, a previsão é de alta de 4,89%.

Na quinta (28), será a vez do IGP-M (Índice Geral de Preços – Mercado), da FGV. A previsão é de um ganho de 2,87% na comparação anual e de 0,20%, na mensal.

Na sexta (29), será a vez da inflação dos EUA, o PCE. O mercado espera que a alta de preços tenha acelerado de 2,79% em junho para 2,9% em julho.

Folhapress



Fonte


Fazenda define critérios para priorização de acesso favorável a crédito antitarifaço



Foto: Marcelo Camargo/Arquivo/Agência Brasil
Ministério da Fazenda 26 de agosto de 2025 | 10:42

Fazenda define critérios para priorização de acesso favorável a crédito antitarifaço

e-americano, Donald Trump, terão acessos a condições mais favoráveis de financiamento – cujos prazos e encargos ainda serão definidos pelo Conselho Monetário Nacional (CMN).

A portaria prevê que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) publique uma tabela de produtos afetados pelo tarifaço. Dessa lista, terão acesso prioritário ao programa as empresas cujas exportações aos EUA representem mais que 5% de seu faturamento total apurado nos 12 meses entre julho de 2024 e junho de 2025.

Além disso, aquelas cujas vendas para o mercado norte-americano sejam iguais ou superiores a 20% do faturamento no período terão condições mais vantajosas nas linhas de crédito antitarifaço. As pequenas e médias empresas – incluindo microempreendedores individuais -, com receita bruta anual inferior R$ 300 milhões, também terão acesso às condições mais favoráveis do programa.

“Os critérios de priorização não se aplicam: à prorrogação excepcional dos prazos de suspensão de tributos em regime especial de drawback, que deverá observar o disposto no art. 10 da Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025; às medidas excepcionais para aquisição de gêneros alimentícios, que deverão observar o disposto nos arts. 11 a 15 da Medida Provisória nº 1.309, de 13 de agosto de 2025, e em ato conjunto do Ministro de Estado da Agricultura e Pecuária e do Ministro de Estado do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Família; e às medidas relacionadas ao Seguro de Crédito à Exportação nos termos da Lei nº 6.704, de 26 de outubro de 1979”, completa a portaria da Fazenda.

Eduardo Rodrigues/Estadão Conteúdo



Fonte


Dólar abre perto da estabilidade com PIB do Brasil e inflação dos EUA em foco



Às 9h04, o dólar tinha variação negativa de 0,02%, a R$ 5,6653 30 de maio de 2025 | 10:23

Dólar abre perto da estabilidade com PIB do Brasil e inflação dos EUA em foco

O dólar abriu próximo da estabilidade nesta sexta-feira (30), à medida que os investidores analisam dados do PIB (Produto Interno Bruto) brasileiro e aguardam números de inflação nos Estados Unidos, com a política comercial da maior economia do mundo ainda em foco.

Às 9h04, o dólar tinha variação negativa de 0,02%, a R$ 5,6653.

Nesta sexta, o IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou que o PIB do Brasil cresceu 1,4% no primeiro trimestre de 2025. Os dados tiveram contribuição do desempenho aquecido da agropecuária que teve impulso da recuperação da safra de grãos.

O resultado veio praticamente em linha com a mediana das expectativas do mercado financeiro, que era de 1,5%, de acordo com a agência Bloomberg.

O dado da inflação dos EUA também é aguardado nesta sexta.

Na última quinta (29), o chair do Fed (Federal Reserve, banco central dos EUA), Jerome Powell, reuniu-se com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e afirmou que uma possível redução dos juros vai depender de dados e projeções.

No mesmo dia, a moeda americana encerrou o pregão com recuo de 0,48%, cotado a R$ 5,667 na venda, enquanto o Ibovespa fechou o dia em queda de 0,25%, a 138.533 pontos.

O mercado digeria o impasse em torno do IOF (Imposto sobre Operações Financeiras) e os dados de desemprego mais baixo que o esperado no Brasil, além da decisão de um tribunal norte-americano que suspendeu a maior parte das tarifas impostas pelo ex-presidente Donald Trump.

Além disso, as ações da Azul, que entrou em recuperação judicial nos Estados Unidos e que teve sua nota de crédito rebaixada, fecharam o dia com perdas de 9,70%.

Os juros futuros operaram em alta, com o mercado acompanhando o imbróglio sobre os aumentos das alíquotas do Imposto sobre Operações Financeiras anunciados pelo governo na semana passada.

Nesta quinta, o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB), disse em publicação no X (Ex-Twitter) que o “clima é para derrubada” da medida na Casa, acrescentando que combinou que “a equipe econômica tem 10 dias para apresentar um plano alternativo”.

“O imbróglio sobre o aumento do IOF elevou as preocupações em torno das contas públicas, especialmente após o presidente da Câmara pressionar para que o governo apresente uma alternativa ao reajuste das alíquotas”, apontou o estrategista em renda variável João Augusto Frota.

Josias Bento, especialista em investimentos e sócio da GT Capital, avalia que o mercado está desconfiado em relação à capacidade do governo de cumprir metas fiscais. “Isso faz com que os juros futuros subam e levem empresas varejistas e construtoras a terem um desempenho pior”, afirma.

Na cena doméstica, o mercado ainda repercutiu o dado do IBGE que mostra que a taxa de desemprego fechou os três meses encerrados em abril em 6,6%, abaixo dos 6,9% esperados pelos analistas ouvidos pela Bloomberg e o menor patamar para o mês desde 2012, início da série histórica.

Os números reforçam que a economia está mais aquecida que o esperado, cenário que, se confirmado, pode pesar na decisão do Banco Central de manter a taxa básica de juros em um patamar elevado por mais tempo.

Nos Estados Unidos, as ações fecharam em alta nesta quinta, com papeis da Nvidia subindo após seus resultados trimestrais, enquanto investidores digeriram uma decisão judicial que restabeleceu as tarifas mais abrangentes do presidente norte-americano, Donald Trump.

A decisão do tribunal de apelações veio um dia após um tribunal de comércio ter ordenado um bloqueio imediato das tarifas.

De acordo com dados preliminares, o S&P 500 ganhou 0,40%, para 5.912,08 pontos. O índice de tecnologia Nasdaq avançou 0,39%, para 19.175,87 pontos. O Dow Jones subiu 0,28%, para 42.217,67 pontos.

Folhapress



Fonte


Ibovespa despenca com temor fiscal no Brasil apesar de alta do PIB e queda leve em NY



Foto: Paulo Whitaker/Reuters
O recuo é de cerca de 1,00%, mais intenso do que a queda maior vista em Nova York 30 de maio de 2025 | 12:12

Ibovespa despenca com temor fiscal no Brasil apesar de alta do PIB e queda leve em NY

O Ibovespa despenca e perdeu a marca dos 137 mil pontos, depois de ter iniciado a sessão desta sexta-feira – a última do mês para a B3 – em torno dos 138 mil pontos. O recuo é de cerca de 1,00%, mais intenso do que a queda maior vista em Nova York, devido a elevadas preocupações com a saúde fiscal do Brasil. Nos EUA, Nasdaq cai 0,35% e o Dow Jones sobe 0,09%.

Além de temores fiscais internos, há preocupações com a disputa comercial sino-americana. Hoje, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, alegou que a China violou “totalmente” o acordo com os americanos sobre tarifas.

Mas o que influencia mesmo é a incerteza com a saúde fiscal do Brasil, afirma Pedro Moreira, sócio da One Investimentos. “Mesmo com crescimento de arrecadação, vemos que as despesas continuam subindo ainda mais. Não adianta arrecadar se as despesas sobem acima. Agora, a Fazenda está sem muitas possibilidade de onde mexer para melhorar as contas públicas”, afirma.

Ainda fica no foco a possibilidade de adoção de medidas pelo governo para melhorar sua imagem. A desaprovação ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) voltou a subir e atingiu a maior marca da série histórica, segundo a nova pesquisa da AtlasIntel divulgada nesta sexta-feira. O índice de quem não aprova a gestão do petista chegou a 53,7%. No início da medição, em janeiro de 2024, quando o presidente estava há um ano no Palácio do Planalto, a porcentagem era de 45,4%. São, atualmente, 45,4% os que o aprovam, e 0,7% não souberam responder.

“A desaprovação do Lula preocupa, no sentido de que o governo pode adotar novas medidas de estímulo à economia para recuperar sua imagem”, pontua Bruno Takeo, estrategista da Potenza Capital

A despeito da queda do Ibovespa, o indicador caminha para fechar o mês com valorização em torno de 1,00%, após avanço de 3,69% em abril.

Em Nova York, o viés é de baixa em meio ao imbróglio da política tarifária do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Após a Justiça barrar as tarifas impostas por Trump a vários países na quarta-feira, ontem a Corte de Apelações para o Circuito Federal dos Estados Unidos suspendeu temporariamente a decisão. Porém, o Tribunal Distrital de Columbia considerou o tarifaço ilegal.

No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgou que o PIB brasileiro cresceu 1,4% no primeiro trimestre depois de alta de 0,2% no quarto trimestre do ano passado. O resultado ficou menor do que a mediana de expansão de 1,50% das expectativas.

Apesar do crescimento menor, o estrategista-chefe da RB Investimentos, Gustavo Cruz, diz que mantém sua projeção de expansão de 2,50% para o PIB fechado de 2025. “No segundo trimestre, a indicação ainda é de um PIB crescendo. Só no segundo semestre é que podemos ver alguma estagnação, estabilidade ou PIB negativo”, diz. “São dados bons, não tem como achá-los negativos”, acrescenta Cruz.

O crescimento reforça atividade aquecida e tende a reforçar apostas de que a Selic ficará elevada por mais tempo.

Ainda ficam no foco a disputa pela formação da Ptax de final de mês no câmbio e as incertezas relacionadas ao aumento do IOF. Cálculos feitos por técnicos do mercado ouvidos pelo Broadcast mostram que a alta do IOF é equivalente a uma elevação da taxa Selic dos atuais 14,75% para 23,07%. O custo efetivo total de uma operação de capital de giro de 30 dias que se renova mensalmente por um ano sai de 23,68% – média apurada pelo Banco Central em março – para 32% ao ano, com o aumento do IOF anunciado pelo governo.

Além do PIB, foi divulgado há pouco o resultado primário do setor público de abril. Houve superávit de R$ 14,150 bilhões, o que ficou abaixo da mediana da pesquisa Projeções Broadcast, de saldo positivo em R$ 18,750 bilhões.

Ontem, o Ibovespa fechou em baixa de 0,25%, aos 138.533,70 pontos.

Às 11h24, caía 1,13%, aos 136.967,75 pontos, ante recuo de 11,6%, na mínima aos 136.925,72 pontos. Chegou a subir 0,07%, na máxima aos 138.637,35 pontos.

Ações de maior peso na carteira – Vale e Petrobras – caiam perto de 1,00%. O petróleo cedia 0,40% e o minério de ferro fechou com recuo de 0,43% na China.

Maria Regina Silva / Estadão Conteúdo



Fonte


Fazenda projeta PIB crescendo de forma estável no resto de 2025



Foto: Marcos Oliveira /Agência Senado/Arquivo
Guilherme Mello, secretário de Política Econômica da Fazenda 30 de maio de 2025 | 13:31

Fazenda projeta PIB crescendo de forma estável no resto de 2025

O Ministério da Fazenda prevê que o ritmo de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) será relativamente constante durante o resto de 2025, “repercutindo os efeitos contracionistas da política monetária”.

A economia brasileira cresceu esse 1,4% na comparação com os três meses finais de 2024, de acordo com dados divulgados nesta sexta (30) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

Em nota sobre o desempenho, a SPE (Secretaria de Políticas Econômicas) afirma que a alta de 1,4% verificada nos primeiros meses deste ano foi aquém da expectativa do governo, que projetava 1,6%.

A secretaria menciona em dois momentos os juros, um deles ao fazer a projeção para o resto do ano e, em outro, ao dizer que “atividades menos sensíveis ao ciclo monetário e de crédito contribuíram em maior magnitude para explicar a expansão da atividade no primeiro trimestre, com destaque para a agropecuária”.

A taxa básica de juros, a Selic, fechou o primeiro trimestre em 14,25% ao ano e voltou a subir em maio, para 14,75%, o maior patamar em quase duas décadas. O aperto praticado pelo BC (Banco Central) busca frear a inflação e ancorar as expectativas dos agentes financeiros.

Pelo lado da produção, o que mais aumentou foi a agropecuária, mas a secretaria afirma que “a partir do segundo trimestre de 2025, a contribuição do setor agropecuário para o crescimento deverá se tornar negativa”.

A nota aponta que os próximos meses não deverão ser de grande crescimento, mas ainda assim manteve sua projeção de alta de 2,4% do PIB neste ano, “considerando a resiliência que vem sendo observada tanto no mercado de trabalho como de crédito”.

Pelo lado da produção, todos os setores cresceram menos do que a SPE estimava. “Surpreendeu o menor crescimento do PIB de serviços, principalmente devido às variações inferiores às projetadas para serviços de informação, imobiliários e prestados às famílias. As variações observadas para o PIB da agropecuária e da indústria também foram pouco inferiores às projetadas. Para a indústria, foi surpresa a maior queda na produção da transformação e o recuo da construção”.

Ao olhar a comparação da produção com o mesmo período do ano passado, a secretaria afirmou que esperava um crescimento de 3,1%, mas que o resultado ficou em 2,9%.

O PIB pode ser medido pelo lado da produção (dividida em setores: agropecuária, indústria e serviços), ou pelo lado da demanda.

Ao analisar essa segunda categoria, a SPE afirmou que houve uma piora do setor externo (ou seja, as importações cresceram mais do que as exportações), mas que o consumo, os gastos do governo e os investimentos (chamados de formação bruta de capital fixo) compensaram.

“Pela ótica da demanda, a absorção doméstica seguiu contribuindo positivamente para o crescimento, mais que compensando a contribuição negativa vinda do setor externo.”

Para a SPE, o consumo das famílias cresceu menos por causa da “desaceleração no ritmo de expansão da população ocupada, da massa de rendimentos e das concessões de crédito”.

O investimento cresceu “pela atividade de construção, pela expansão da produção nacional e das importações de bens de capital, além do crescimento no desenvolvimento de softwares”. A secretaria também afirma que a importação de uma plataforma de petróleo ajudou a aumentar a formação bruta em capital fixo.



Fonte