Em continuidade às ações de estudo e planejamento que antecedem o início do ano letivo de 2026, a Secretaria da Educação do Estado da Bahia (SEC) realizou, nesta terça-feira (3), a live “Educação, soberania e justiça social: consolidando aprendizagens”, marcando o início do segundo dia da Jornada Pedagógica da rede estadual de ensino. As atividades seguem até sexta-feira (6) nas unidades escolares dos 27 Núcleos Territoriais de Educação (NTEs).
A live contou com a participação da jornalista e embaixadora do Movimento LEAD, Aline Midlej. Ela destacou as conexões entre Jornalismo e Educação e ressaltou a importância da informação de qualidade, da leitura crítica da realidade e do fortalecimento da escola como espaço de formação ética e social. “O Jornalismo e a Educação se encontram na missão comum de gerar pensamento crítico a partir do conhecimento. Valorizar as histórias pessoais e as realidades de cada território é essencial para formar uma sociedade mais consciente de seus direitos e deveres”.
A transmissão também contou com a participação do secretário estadual de Justiça e Direitos Humanos, Felipe Freitas, que abordou a Educação como instrumento estratégico no enfrentamento das violências, na promoção dos Direitos Humanos e na construção de uma cultura de respeito e equidade. “É na escola onde se formam consciências, se promovem direitos e se constrói uma cultura baseada no respeito, na equidade e na valorização da vida, especialmente no enfrentamento às desigualdades e às violências que ainda marcam a nossa sociedade”, afirmou.
A transmissão reuniu professores, coordenadores pedagógicos, gestores escolares e demais profissionais da Educação para refletir sobre o papel da escola na formação cidadã, na promoção da justiça social e na Educação como política pública essencial para a transformação da sociedade.
Educação e enfrentamento à violência contra a mulher
O combate à violência contra a mulher permeou as discussões da transmissão como um dos desafios centrais para a construção de uma sociedade mais justa. Os convidados reforçaram que a escola tem papel fundamental na prevenção das violências, na desconstrução de práticas machistas e na formação de cidadãos conscientes de seus direitos e deveres. Também destacaram a educação como caminho para romper ciclos históricos de desigualdade e opressão.
A secretária da Educação do Estado, Rowenna Brito, que convocou toda a rede estadual para tratar do tema dentro das escolas, afirmou que o assunto da Jornada Pedagógica de 2026 perpassará todo o ano letivo. Segundo ela, as aprendizagens estarão articuladas à soberania e à justiça social como eixo central. A gestora defende, também, que o enfrentamento à violência de gênero precisa ser assumido de forma permanente pela comunidade escolar.
“Não podemos naturalizar que mulheres sejam assassinadas por serem mulheres. Nós, enquanto escola, temos que falar sobre isso. Precisamos chamar estudantes, professores e toda a rede para essa conversa e fazer deste tema um debate permanente em todos os espaços escolares. Para garantir direitos, precisamos garantir a vida das mulheres”, destacou a secretária.
Rowenna Brito ressaltou, ainda, que, embora a rede estadual já desenvolva ações voltadas ao respeito e à convivência, como o projeto “Oxe, me respeite”, o objetivo é ampliar este debate e assegurar que o enfrentamento à violência contra a mulher esteja presente no cotidiano das escolas de forma transversal e contínua.
Programação da Jornada Pedagógica
Ao longo dos demais dias da Jornada Pedagógica, estão previstas ações formativas, como as oficinas “Microdados do Sistema de Avaliação Baiano de Educação (SABE)” e “Desigualdades nas escolas”, além de debates sobre avaliação para a aprendizagem, relações étnico-raciais e inteligência artificial. A programação inclui, ainda, a elaboração do planejamento pedagógico de cada unidade escolar, bem como o planejamento por área de conhecimento e por componente curricular, o que fortalece a organização do trabalho pedagógico para o ano letivo de 2026.
Fonte: Ascom/SEC





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