Zel Torres expõe “Arte em camadas” na ALBA


A artista plástica Zel Torres está de volta à ALBA com a exposição “Arte em camadas”. Ao longo da semana, no Espaço Cultural Josaphat Marinho, 14 telas exibem o resultado do seu trabalho artesanal, obras tridimensionais criadas por meio da técnica de sobreposição de papéis conhecida como Arte Francesa.

Natural de Salvador, a artista plástica sempre trabalhou na área financeira e administrativa, tratando de custos, orçamento, contabilidade e de setor pessoal. Ao se aposentar, em 2007, procurou uma atividade para ocupar o tempo e uma amiga lhe apresentou a Arte Francesa com a qual se encantou, passando a fazer cursos, pesquisas e viagens para aprender e se aprimorar na técnica.

Ela conta que a primeira exposição que fez foi justamente na ALBA, há cerca de 13 anos. A experiência possibilitou o convite para outras mostras, na Câmara de Vereadores de Salvador, Tribunal de Justiça da Bahia, Fórum Ruy Barbosa, em restaurantes e em galeria da cidade, e abriu portas para que levasse a sua obra para fora do Brasil, expondo em Portugal e na Alemanha.

Em seus quadros, Zel Torres tira detalhes e aproxima a figura principal para a frente da tela. “Fica a sensação de que é três dimensões, dá a impressão de profundidade, que ela está viva dentro da tela”, explicou.

A artista acredita que a exposição será um sucesso, com boas vendas da sua obra. “É, a expectativa é de vender, vender muito. Porque eu sei que as pessoas gostam, acham bonito, valorizam, acreditam no trabalho, os preços são acessíveis, indo de 500 a 800 reais, e todos têm moldura de madeira, material com garantia e anti-mofo”, explicou.

ARTE FRANCESA

As origens do surgimento da Arte Francesa, técnica decorativa que consiste em transformar uma imagem plana em uma imagem realística com relevo e profundidade, são incertas. Sabe-se que no século XVII com a chegada na Europa de móveis com imagens laqueadas vindos da China, os ebanistas franceses passaram a estudar e usar essa técnica, melhorando no acabamento e nas aplicações.

As imagens, inicialmente, eram planas e artistas empreendedores passaram a dar volume a elas utilizando pedaços de cortiça. A técnica passou a ser conhecida como Decoupage Tridimensional ou 3D, na Inglaterra,|Arte Holandesa, na Holanda, e Arte Francesa na Espanha, França, Argentina e no Brasil, onde a técnica chegou aprimorada da Europa, se adaptando e se aperfeiçoando, de acordo com os materiais disponíveis no país e com as características de trabalho do artesão brasileiro.

Reportagem: Rita Tavares 
Edição: Franciel Cruz 



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