Marcinho Oliveira relembra luta do povo pela emancipação de Cícero Dantas


O deputado Marcinho Oliveira (PDT) apresentou moção de congratulações ao povo de Cícero Dantas pela celebração dos 150 anos de emancipação político-administrativa, em 9 de junho. “Um século e meio de história, resistência e construção coletiva”, definiu.

Os moradores de Cícero Dantas são “uma gente que atravessou séculos de história com fé, coragem e determinação, que sobreviveu ao cangaço, à seca e às adversidades políticas, e que hoje celebra, com toda a razão, um século e meio de existência autônoma e de contribuição inestimável para a Bahia”.

Marcinho aproveitou a moção para reafirmar seu trabalho pelo município: “Manifesto aqui minha solidariedade e reafirmo o compromisso de atuar como interlocutor de Cícero Dantas junto às esferas estadual e federal, buscando políticas públicas e recursos que promovam o desenvolvimento sustentável, ampliem as oportunidades de emprego e renda e melhorem a qualidade de vida de toda a sua população”.

A região de Cícero Dantas teve como primeiros habitantes os indígenas quiriris e foi colonizada, entre os séculos XVII e XVIII, por vaqueiros da Casa da Torre, que avançaram pelo sertão expandindo a pecuária. Em 1812, por ordens do Arcebispo da Bahia, foi erguida a capela em louvor a Nossa Senhora do Bom Conselho. Em torno desse templo formou-se o Povoado de Bom Conselho — embrião da atual cidade de Cícero Dantas —, que rapidamente se desenvolveu graças à fertilidade das terras da região.

Originalmente, a freguesia de Nossa Senhora do Bom Conselho dos Montes do Boqueirão pertencia à vila de Itapicuru de Cima, mas quando da emancipação, pertencia e foi desmembrada de Jeremoabo. “A história de Cícero Dantas é também um capítulo vivo dos grandes episódios do sertão nordestino”, disse o deputado, lembrando que por ali passou Antônio Conselheiro, que ordenou a queima dos papéis com as orientações de pagamento de tributos, indignado com a tributação da República.

“Durante os tempos do Cangaço, Lampião visitou Cícero Dantas por três vezes”, contou. “Esses episódios, dramáticos em seu tempo, tornaram-se parte da memória e da identidade cultural do povo cícero-dantense”, informou.

O município passou a se chamar Cícero Dantas em 1905, em homenagem ao advogado e influente político Cícero Dantas Martins, o Barão de Jeremoabo. “Apesar de ter sofrido extinções e reincorporações em 1931 e 1933, o município sempre recuperou sua autonomia, demonstrando a resiliência ímpar de seu povo”, disse, lembrando que, nas décadas de 1940 e 1950, Cícero Dantas viveu grandes transformações com a construção da rodovia Paulo Afonso–Salvador, a chegada da eletricidade e a edificação do Complexo Hidrelétrico de Paulo Afonso nas proximidades.
 
Reportagem: Paulo Menezes
Edição: Franciel Cruz



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