A deputada Ludmilla Fiscina (PSD) apresentou, na Assembleia Legislativa, moção de congratulações para Alagoinhas pelas comemorações dos 173 anos da emancipação político-administrativa do município. As festas pela data de fundação ocorrem no dia 2 de julho.
A parlamentar conta que o nome da localidade se deve à abundância de águas, por onde correm os rios Sauípe, Catu, Subaúma e Quiricó, bem como as pequenas lagoas e córregos existentes na região. Mas essa não foi a única denominação do município. “A água subterrânea de excelente qualidade, por sua vez, é considerada a segunda melhor do mundo, sendo uma de suas maiores riquezas, e que faz parte do aquífero que vai desde Dias d’Ávila a Tucano e atrai diversas indústrias do polo cervejeiro”, destaca.
Além dos recursos hídricos abundantes e das fábricas de bebidas, Alagoinhas também abriga uma área petrolífera e conta com atividades da indústria do petróleo e gás, cujos campos de exploração de petróleo ficam localizados no distrito de Buracica, a 15 km, povoado de Conceição, a 33 km e no povoado de Estevão, a 10 km de distância do centro da cidade.
Em 11 de novembro de 1931, por meio de um plebiscito, passou a se chamar Cidade Joaquim Távora, em homenagem ao irmão do tenente Juarez Távora, que comandou a revolução que instalou Getúlio Vargas no poder. “Mas o nome não pegou e a cidade continuou com a denominação antiga de Alagoinhas”, explicou.
Ludmilla considera ainda que Alagoinhas teve um papel fundamental durante a Guerra de Canudos, quando acolheu tropas federais e estaduais, que utilizavam a cidade como rota para o destino final, prestando ainda assistência e mantimentos aos soldados feridos que a utilizavam como ponto médico.
O município teve seu povoamento iniciado no final do Século XVIII, quando foi fundada uma capela em louvor a Santo Antônio, em torno da qual forma-se o povoado de Santo Antônio das Alagoinhas, datado de 7 de novembro de 1816, subordinado à Vila de Inhambupe.
Reportagem: Paulo Menezes
Edição: Franciel Cruz





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