Fabrício Falcão parabeniza atuação do vereador Luciano Gomes

O deputado Fabrício Falcão (PC do B) apresentou na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) uma moção de aplausos e congratulações para o vereador Luciano Gomes pela realização da 10ª Festa da Bandeira, além da comemoração dos 40 anos do distrito de Cabaceiras da Jiboia, no município de Vitória da Conquista. De acordo com o comunista, … Leia Mais


Jurailton Santos pede inclusão de cristãos em ações do Novembro Negro

O deputado Jurailton Santos (Republicanos) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA), indicações aos governos do Estado e da capital baiana para que as atividades relacionadas ao Novembro Negro contemple o público negro simpatizante ou adepto da religião cristã, “uma vez que é contumaz que projetos voltados para essa vertente tenha um eixo estrito às … Leia Mais


Dr. Diego Castro quer política e fundo de prevenção a tragédias naturais

O deputado Dr. Diego Castro (PL) apresentou, na Assembleia Legislativa da Bahia, projeto de lei que institui a Política Estadual de Prevenção e Enfrentamento de Tragédias Naturais (PEPETN), com o objetivo de reduzir os riscos e impactos decorrentes de enchentes, deslizamentos, secas, incêndios e outros eventos naturais adversos. O texto prevê ainda criação do Fundo … Leia Mais



Luta contra medicalização da educação é tema de audiência pública no Legislativo


Na manhã desta quinta-feira (13), a Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) se tornou palco de um debate sobre a luta contra a medicalização da educação e da sociedade. A audiência pública, proposta pelo deputado Hilton Coelho (Psol), em conjunto com o vereador de Salvador Hamilton Assis e o Fórum sobre Medicalização da Educação e da Sociedade, celebrou os 15 anos de atuação do Fórum, reafirmando seu papel como um espaço de resistência e crítica social.

A mesa, composta por representantes de entidades como a Ufba, o Conselho Regional de Psicologia, o Conselho Regional de Farmácia, o Comitê Bahia da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, e membros do Fórum, sublinhou a natureza complexa e interdisciplinar do tema. O deputado Hilton Coelho destacou a longevidade e a complexidade da trajetória do Fórum, que há mais de uma década se organiza em uma disputa “muito afirmativa”.

O parlamentar ressaltou que a audiência ocorre justamente no Dia Estadual Contra a Medicalização da Educação e da Sociedade, uma das “duas vitórias” que marcam momentos privilegiados para chamar a atenção da sociedade. “É a visão medicalizante que procura individualizar os problemas da educação, centralizando a responsabilidade nos próprios estudantes e nas famílias”, disse Hilton Coelho.

O deputado enfatizou um ponto crucial. “Lutar pela desmedicalização da vida não é ser contra a medicina e outras áreas da saúde, nem desconsiderar o sofrimento real”. A bandeira do movimento é tensionar a individualização de questões sociais, que são frequentemente apresentadas e tratadas como questões de “cuidado” individual. Elaine Cristina de Oliveira, membro do Fórum desde 2011 e professora da Ufba, traçou a história do movimento, nascido há 15 anos do “fruto da mobilização de profissionais, estudantes e entidades comprometidas com uma sociedade mais crítica e inclusiva”.

“O compromisso central é mobilizar a sociedade para refletir criticamente sobre como se tem entendido a aprendizagem e as diferenças”. A trajetória do Fórum, marcada pela “resistência e pela solidariedade”, resultou em ações concretas de impacto nacional. Como a Recomendação de Práticas Não Medicalizantes (2012), que é um documento interdisciplinar (Antropologia, Medicina, Pedagogia, Fonoaudiologia, Psicologia, etc.) para orientar sobre “como compreender, cuidar da queixa escolar sem sair do pensamento crítico”. Assim como, o Encaminhamento de Protocolos (2015) que são orientações sobre o cuidado em relação a protocolos medicalizantes que foram enviadas a todas as escolas públicas municipais e estaduais do Brasil. E a Resolução do Conselho Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (Conanda) que publicou a Resolução 177, em 2015, recomendando o fim da prescrição excessiva de medicamentos para crianças e adolescentes com queixas de aprendizagem ou disciplina. Elaine destacou a principal bandeira do Fórum que é a defesa intransigente da escola pública como um espaço de formação humana, inclusão, acolhimento e valorização da diversidade. Isso se contrapõe a “qualquer tentativa de transformar problemas educacionais, sociais ou pedagógicos, em questões médicas, psicológicas, fonoaudiológicas, de caráter individual, apagando assim a complexidade da nossa existência”.

PROBLEMAS ESTRUTURAIS

A medicalização é vista pelos participantes como um sintoma de problemas estruturais. O vereador Hamilton Assis resumiu a situação. “Nossa sociedade vive uma crise profunda”. Ele trouxe à tona uma realidade alarmante. “A maioria dos profissionais da educação se automedicam pelas condições perversas de trabalho”. “Se os profissionais tivessem salário digno, carga horária adequada, teríamos excesso de medicalização? São problemas sociais que são tratados com medicalização”, disse Nanci Helena Rebouças Franco, diretora da Faculdade de Educação da Ufba (Faced). A diretora da Faced levantou a questão dos recursos e das condições de trabalho. Ela alertou que a falta de recursos para o funcionamento adequado da universidade e a precariedade das condições de trabalho na educação básica também causam sofrimento e adoecimento, que, por sua vez, acabam sendo abordados individualmente pela via da medicalização.

Denise Souza, do Comitê Bahia da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, reforçou essa ideia ao mencionar especificamente o adoecimento dos professores municipais de Salvador. A fala de Nanci reforçou que a luta do Fórum é por “mais escolas de qualidade, por mais parques, por mais praias, por mais momentos coletivos, por mais sociedade”, e por uma distribuição de riquezas que se contraponha à lógica do capitalismo que “acaba com a nossa forma de existir”. Elaine Cristina de Oliveira também chamou a atenção para outras formas de opressão que se cruzam com o debate da medicalização. Como as comunidades terapêuticas, que, segundo a palestrante, “não dialogam com a reforma psiquiátrica, princípios básicos do SUS e o controle social” e alguns projetos de lei, como o da Câmara Municipal de Salvador que autoriza o uso da Bíblia Sagrada com “motivo paradidático”, que foi citada como uma tentativa de apagar o caráter religioso e desrespeitar a diversidade religiosa em um estado laico.

A palestrante alertou. “Existem muitas formas de opressão, muitas, e a opressão também é medicalizante. Então, a gente precisa cuidar para não oprimir ao invés de cuidar”.

RACIONALIDADE

A diversidade de atuações do Fórum, composto por psicólogos, fonoaudiólogos, pedagogos, médicos, e outros profissionais, foi ressaltada por Elaine, que pontuou a presença do movimento na academia, nos serviços de saúde, e “no chão da escola”. Antônio Marcos A. Sampaio, do Conselho Regional de Psicologia, alinhou o papel do Fórum com a “psicologia crítica”, reiterando o apoio da categoria na construção de uma “sociedade mais digna e acolhedora”. Francisco P. Santos, do Conselho Regional de Farmácia, trouxe a perspectiva do uso racional de medicamentos. Ele afirmou a clareza dos riscos envolvidos com a medicalização e a importância de profissionais que tenham noção do debate para orientar pacientes sobre o uso racional dos fármacos. “A audiência demonstrou que a luta contra a medicalização é um movimento vibrante, com forte articulação social e acadêmica, que busca reverter a lógica da individualização do sofrimento e reafirmar a importância de respostas coletivas, sociais e políticas para as questões que afligem a sociedade”, definiu o parlamentar Hilton Coelho.




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Bahia marca presença na COP30 ao exportar modelo de proteção em direitos humanos


Bahia marca presença na COP30 ao exportar modelo de proteção em direitos humanos

Foto: Ascom/SJDH

A COP30 está agitando Belém e, em meio às discussões sobre mudanças climáticas e o futuro do planeta, a Bahia voltou a se destacar ao ter uma de suas principais políticas de promoção e defesa dos direitos humanos instalada por lá. Raimundo Nascimento, chefe de gabinete da Secretaria de Justiça e Direitos Humanos (SJDH), e Trícia Calmon, superintendente de Apoio e Defesa aos Direitos Humanos da mesma pasta, estão na capital do Pará e conferiram de perto os trabalhos no Plantão Integrado de Direitos Humanos na cidade e a inclusão da metodologia baiana no planejamento do evento global.

A ação desenvolvida pela SJDH ganhou destaque nacional por garantir a proteção integral de grupos,  historicamente, vulneráveis, como crianças, adolescentes, pessoas idosas, pessoas com deficiência e a população LGBTQIA+, durante eventos de grande porte, a exemplo do Carnaval de Salvador, a Micareta de Feira de Santana e do São João da Bahia. Após a visita da ministra dos Direitos Humanos e da Cidadania, Macaé Evaristo, ao Plantão da SJDH durante o Carnaval de Salvador deste ano, o governo federal se inspirou na iniciativa para reproduzir a ação ao longo da COP30.

“Foi muito importante estar na COP30 e acompanhar a apresentação do Plantão Integrado de Proteção dos Direitos Humanos, além de conhecer o espaço de acolhimento de denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes. Essa iniciativa tem como referência o Plantão Integrado de Direitos Humanos da Bahia, reproduzido na COP30 pelo Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania”, celebrou Raimundo Nascimento.

“A gente fez uma pesquisa para tentar aprender as lições de outros contextos que já pensados pela SJDH da Bahia na proteção de direitos em grandes eventos e, obviamente, Salvador desponta como um contexto muito especial. Então, as lições que a gente aprendeu com o Carnaval de Salvador possibilitaram que a gente pudesse definir melhor como essas ações preventivas precisavam ser encaixadas para o contexto da COP30, mas entendendo as peculiaridades da Amazônia”, explicou Assis da Costa Oliveira, professor de Direito da Universidade de Brasília (UNB) e militante dos direitos de crianças, adolescentes e jovens na Amazônia.

Além de políticas de proteção aos jovens, o Plantão Integrado da COP30 também promoveu rodas de conversa para discutir direitos da pessoa idosa e contou com representantes da Secretaria Nacional dos Direitos das pessoas LGBTQIAPN+. “As boas práticas precisam ser reconhecidas e essa experiência precisa ser reproduzida em outras festas e eventos de grande porte pelo Brasil”, defendeu Fábio Meirelles, diretor da Secretaria Nacional dos Direitos da Criança e do Adolescente (SNDCA).

Reconhecimento do Governo Federal

Para a superintendente da SJDH, Trícia Calmon, é evidente o protagonismo da Bahia na formulação de políticas públicas voltadas à promoção da dignidade e da inclusão social. “O Ministério dos Direito Humanos está de parabéns ao liderar essa iniciativa de consolidar no Brasil uma articulação da rede de proteção aos direitos humanos em grandes eventos. É motivo de grande satisfação para o Estado da Bahia ver sua rede de proteção aos direitos humanos tornar-se referência nacional”, destacou a superintendente, lembrando que a Bahia não apenas protege, mas também inspira políticas de cuidado e acolhimento que podem servir ao Brasil e ao mundo.  

A SJDH segue na COP30 e participam, ainda hoje, das mesas debatedoras: ‘Proteção de Defensores e Políticas Públicas’ e ‘Direitos Humanos em Tempos de Emergência Climática: Lições do Rio Grande do Sul.
 


Assembleia concede Comenda 2 de Julho para Wilson Paes Cardoso


Por iniciativa do deputado Penalva (PDT), a Assembleia Legislativa concede a Comenda 2 de Julho ao presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), Wilson Paes Cardoso. A entrega da honraria ocorre  nesta sexta-feira (14), a partir das 10h, no Plenário Orlando Spinola no Palácio Deputado Luís Eduardo Magalhães da ALBA.

O parlamentar destacou a trajetória profissional do atual prefeito de Andaraí, que também é empresário e pecuarista. Conforme consta no projeto, Wilson Paes Cardoso foi criado em Ituberá e iniciou sua vida profissional aos 16 anos como office-boy na Radiolar, onde dois anos depois se tornou gerente comercial e, posteriormente, diretor comercial.

Após o trabalho reconhecido de uma década na Radiolar, passou a integrar o Grupo Sadel, maior conglomerado empresarial de Feira de Santana, tendo inicialmente assumido a coordenação comercial e, na sequência, tornando-se diretor e sócio da empresa. “Visionário, o homenageado se dedicou ao seu negócio e foi determinante para a mudança do eixo comercial de Feira de Santana para a Avenida Getúlio Vargas, criando o Shopping das Indústrias, sendo reconhecido por quatro anos como ‘Lojista do Ano’ na Bahia e em Sergipe”, ressaltou Penalva.

Wilson Paes Cardoso migrou para a pecuária na Chapada Diamantina nos anos 90, destacando-se com grandes leilões de gado, em âmbito nacional. Desempenhou importantes funções de direção, como presidente da Cooperfeira e do Frifeira, diretor da Faeb e do Fórum Permanente da Pecuária da Bahia. O empresário investiu também na agricultura familiar e qualificação de produtores com apoio do Senar, beneficiando mais de 700 agricultores.

O empresário, pecuarista e gestor público, atual presidente da União dos Municípios da Bahia (UPB), defensor da causa municipalista, foi presidente do Consórcio Chapada Forte e da Federação dos Consórcios Públicos da Bahia (FECBahia) entre os anos de 2020 e 2022, e se consolidou liderança na Chapada Diamantina, onde cumpre seu quarto mandato como prefeito de Andaraí. 

“Wilson Paes Cardoso é merecedor desta distinta honraria concedida por esta egrégia Casa Legislativa, sobretudo por sua valiosa contribuição no fomento ao comércio, pecuária e fortalecimento da política no estado da Bahia”, concluiu.



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Jerônimo Rodrigues recebe prefeito de Miguel Calmon e destaca mais de R$ 84 milhões em investimentos no município


Jerônimo Rodrigues recebe prefeito de Miguel Calmon e destaca mais de R$ 84 milhões em investimentos no município

Foto: Amanda Ercília/GOVBA

Entre 2023 e 2025, o Governo Estadual destinou cerca de R$ 84 milhões a Miguel Calmon, em obras de ampliação, reforma e construção. Os recursos integram o conjunto de ações voltadas para o desenvolvimento regional e para a melhoria da qualidade de vida dos moradores. Esse panorama foi apresentado pelo governador Jerônimo Rodrigues, nesta quinta-feira (13), durante reunião com o prefeito de Miguel Calmon, Sampaio, e sua comitiva, no Centro de Operações e Inteligência (COI), no Centro Administrativo da Bahia (CAB), em Salvador. O encontro abordou também novas parcerias entre o Governo do Estado e o município, com foco em ações nas áreas de educação, saúde, segurança, infraestrutura e saneamento básico.

Na ocasião o governador entregou ao município uma van para Transporte Fora do Domicílio (TFD), kit odontológico e equipamentos de saúde, e um carro administrativo; e autorizou a  Secretaria de Saúde (Sesab) construir uma Unidade Básica de Saúde (UBS) na comunidade de Palmeiras. A Secretaria do Trabalho, Emprego, Renda e Esporte (Setre), por meio da Superintendência de Desportos da Bahia (Sudesb), adotar providências para a construção de uma areninha society na sede de Miguel Calmon.

O governador destacou o compromisso do Estado com o fortalecimento dos municípios baianos. “Foi uma reunião produtiva, na qual tratamos de demandas importantes apresentadas pelo prefeito. Ele trouxe aqui um filtro das estratégias do que ele desenvolve dentro do município. Nosso objetivo é continuar trabalhando em conjunto para que Miguel Calmon siga crescendo com obras e ações que beneficiem o povo. Portanto não medirei esforços para contribuir com o crescimento deste que é um município tão importante para aquela região”, afirmou Jerônimo.

Água

Um dos destaques é a ampliação do Sistema Integrado de Abastecimento de Água (SIAA) de Miguel Calmon, Piritiba e Mundo Novo – 1ª Etapa, no âmbito do Novo PAC, coordenado pelo Ministério das Cidades, Secretaria de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS) e Embasa. O investimento total é de R$ 19 milhões e a obra está em andamento com conclusão prevista para novembro de 2026. Além dessa intervenção, está prevista a 2ª Etapa da ampliação do SIAA, também no âmbito do Novo PAC, com investimento de aproximadamente R$ 98 milhões. Desse total, R$ 34,5 milhões serão destinados a Miguel Calmon, R$ 34,2 milhões a Mundo Novo e R$ 29,4 milhões a Piritiba. O projeto está em fase de licitação, com previsão de início para dezembro de 2025.

Na área da educação, outro investimento relevante é a ampliação e modernização do Colégio Estadual de Tempo Integral de Miguel Calmon, executada pela Secretaria da Educação (SEC). O valor total é de cerca de R$ 16,6 milhões, referentes a contratos firmados em 2021, 2023 e 2025. As etapas anteriores já foram concluídas, e a última fase está em andamento, com previsão de entrega em abril de 2026.

O prefeito Sampaio agradeceu a atenção do governador e ressaltou a importância da parceria com o Governo do Estado.“ Trouxemos informações importantes, estamos levando resultados importantes, uma aproximação que certamente quem vai ganhar com isso é o povo de Miguel Calmon, porque vai ter seus anseios contemplados e vai ter naturalmente vidas melhoradas através das ações do governo do Estado de forma efetiva no nosso município”, declarou.

Também participaram do encontro as secretárias estaduais de Infraestrutura Hídrica e Saneamento (SIHS), Larissa Moraes; de Promoção da Igualdade Racial e dos Povos e Comunidades Tradicionais (Sepromi), Ângela Guimarães; de Assistência e Desenvolvimento Social (Seades), Fabya Reis; entre outros representantes que apresentaram as iniciativas em andamento e discutiram novas possibilidades de cooperação com o município.

Repórter: Joci Santana/GOVBA


Cardápio da COP30 destaca produtos da agricultura familiar da Bahia


Cardápio da COP30 destaca produtos da agricultura familiar da Bahia

Foto: Divulgação

A Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que acontece até 21 de novembro de 2025, em Belém do Pará, conta com produtos da agricultura familiar da Bahia no cardápio servido a líderes e delegações de diversos países. Os alimentos são provenientes de empreendimentos que adotam práticas sustentáveis, compromisso social e respeito ao meio ambiente.  

Entre os participantes está a FrigBahia, frigorífico especializado na produção e comercialização de carnes especiais de cordeiros e cabritos, do município de Pintadas. A cooperativa enviou para a COP30 mais de cinco toneladas de cortes especiais de caprinos e ovinos da marca Fino Sertão, produzidos por agricultores e agricultoras do Semiárido baiano.  “Do sertão para o mundo! Celebramos essa remessa de cinco toneladas de produtos para a COP30. Estamos levando sabor, qualidade e a responsabilidade do abate inspecionado da Bahia para Belém. Para o mundo!”, celebra o presidente da cooperativa, Wanderley Gomes.

Desde a sua fundação, a FrigBahia atua com padrões de manejo sanitário e bem-estar animal, garantindo rastreabilidade em toda a cadeia produtiva. Formada por sete cooperativas de agricultores e agricultoras familiares, a FrigBahia contribui para a geração de renda e o fortalecimento da economia local.

Outro destaque é a Cooperativa Agropecuária Mista Regional de Irecê (Copirecê), que enviou para Belém 500 kg de macarrão e 1.350 kg de flocão de milho não transgênico, utilizados nas refeições da conferência e também disponíveis para comercialização. “Para nós, da Copirecê, é um motivo de orgulho ter o flocão e o macarrão de milho não transgênico presentes na COP30. Isso representa a agricultura familiar baiana e mostra que é possível produzir com qualidade e responsabilidade”, disse Rodrigo Pinto, assistente técnico de apoio à gestão (Ateg) da cooperativa.

A Cooperativa Agropecuária Familiar de Canudos, Uauá e Curaçá (Coopercuc), do Sertão do São Francisco, participa com produtos elaborados a partir de frutas nativas da Caatinga, como geleias e doces de umbu e maracujá-da-caatinga, doces em massa e de corte, cerveja artesanal de umbu e kits temáticos com produtos regionais.
Também estão presentes, a Coopaita com frutas desidratadas e liofilizadas; a Cooperparaiso, com sucos de uva naturais; a Natucoa e a Bahia Cacau, com chocolates finos de origem; a Coomafes, com chips de banana; a Coopersabor, com produtos de licuri, como balinhas, biscoitos e cervejas; a Cooperlad, com doces e geleias de cajá; e a Abaíra, com suas premiadas cachaças artesanais.

Apoio ao enfrentamento das mudanças climáticas

Esses produtos refletem práticas agrícolas voltadas ao enfrentamento das mudanças climáticas, com foco em sustentabilidade. Na Bahia, o Governo do Estado, por meio da Companhia de Desenvolvimento e Ação Regional (CAR), vinculada à Secretaria de Desenvolvimento Rural (SDR), desenvolve ações de fomento, assistência técnica e fortalecimento de cooperativas. Entre as iniciativas estão a adoção de sistemas agroecológicos e agroflorestais, que integram culturas agrícolas com árvores nativas e contribuem para a redução das emissões de gases de efeito estufa, entre outras medidas.

Essas práticas incluem o uso eficiente da água, a conservação do solo e a redução da dependência de insumos químicos, com o objetivo de tornar a produção mais resiliente e ambientalmente responsável.

A Bahia possui mais de 665 mil propriedades familiares, que representam mais de 80% dos estabelecimentos rurais do estado. Essas famílias mantêm tradições locais, movimentam as economias regionais e reforçam o papel da agricultura familiar na produção de alimentos.