SDE participa da abertura do Congresso “Trabalho com Propósito” e reforça integração entre desenvolvimento humano e econômico

SDE participa da abertura do Congresso “Trabalho com Propósito” e reforça integração entre desenvolvimento humano e econômico Foto: Eduardo Andrade/SDE A Secretaria de Desenvolvimento Econômico da Bahia (SDE) marcou presença, nesta quinta-feira (6), na abertura do Congresso “Trabalho com Propósito: Reconectando Pessoas, Empresas e Futuro”, realizado no Centro de Convenções de Feira de Santana. Promovido … Leia Mais


Legislativo concede Comenda 2 de Julho para Edione Oliveira

A Assembleia Legislativa da Bahia (ALBA) entregou, em uma concorrida sessão especial, na tarde desta quinta-feira (6), a Comenda 2 de Julho à prefeita de Jaguaquara, Edione Oliveira. O Plenário Orlando Spínola, ocupado por diversos prefeitos, vereadores, secretários municipais e lideranças políticas da região do Vale do Jequiriçá, foi tomado por uma forte emoção com … Leia Mais





Seagri orienta produtores do semiárido sobre zoneamento de risco climático para cultura da mamona


Seagri orienta produtores do semiárido sobre zoneamento de risco climático para cultura da mamona

Os riscos do clima para a produção da mamona na Bahia foram abordados pela Secretaria da Agricultura, Pecuária, Irrigação, Pesca e Aquicultura (Seagri) durante o I Seminário Territorial da Mamona que aconteceu, nesta quinta-feira (6), na cidade de Lapão, região de Irecê. O tema foi apresentado pelo diretor de Desenvolvimento da Agricultura da pasta, Assis Pinheiro Filho, que apresentou as funcionalidades do aplicativo Zarc Plantio Certo, como uma ferramenta importante para auxiliar os agricultores na prevenção de situações que ponham em risco a produção da mamona.

Através do aplicativo gratuito, desenvolvido pelo Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) e Embrapa e apoio de órgãos como a Seagri, os produtores têm acesso fácil aos estudos do Zoneamento Agrícola de Risco Climático. Com isso, é possível consultar as janelas de plantio, em níveis de risco, a partir da seleção das variáveis desejadas como município, cultura, tipo de solo e ciclo do cultivo.

“É uma ferramenta que possui todas as regras para o plantio, indicando o índice dos riscos do solo, além da temperatura e pluviosidade para cada município. A portaria, atualizada anualmente pelo Ministério da Agricultura, indica como plantar de forma a evitar prejuízos”, pontuou Assis Filho.

O diretor de Desenvolvimento da Agricultura salientou a importância da cultura da mamona para o fortalecimento da agricultura familiar no semiárido. “A mamona é um símbolo do semiárido pela resistência. A Seagri está à disposição para auxiliar no que for necessário para impulsionar o setor”, afirmou.

O prefeito de Lapão e presidente do Consórcio de Desenvolvimento Sustentável do Território de Irecê, Márcio Messias, explicou que a intenção do seminário é reunir novas ideias e trazer inovação para o setor. A cidade abriga a Indústria e Comércio de Óleo de Mamona (OLMA), que funciona 24 horas e emprega mais de 60 funcionários.

“Queremos incentivar a produção em toda a região, gerando emprego e renda para a população. Para isso, precisamos da parceria do governo do estado e do governo federal para implementação de novas tecnologias, como a mecanização da produção, e sementes de qualidade, que permitem aumento da produção da mamona em até quatro vezes mais”, considerou.

Também participaram do evento as secretarias de Desenvolvimento Rural (SDR), de Desenvolvimento Econômico (SDE), e de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti), além da Embrapa, Conab, Coopsertão, Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Caixa e Sicoob, dentre outras instituições.

Funcionamento 
O Zarc Plantio Certo apresenta a época do ano mais indicada para a semeadura e as taxas associadas de risco de perdas. A ferramenta oferece informações sobre as principais características agronômicas dos cultivos, como a produtividade potencial, o tempo de maturação e a floração.

O atendimento às recomendações do Zarc é obrigatório para o agricultor acessar os recursos do Programa de Garantia de Atividade Agropecuária (Proagro), do Proagro Mais, destinado à agricultura familiar, e do Programa de Subvenção ao Prêmio do Seguro Rural (PSR).

Liderança nacional
A Bahia é líder na produção de mamona no país, com 37.825 toneladas em 2024, de acordo com o levantamento do IBGE. As três maiores cidades produtoras são Canarana (5.123 toneladas), Ibititá (4.536 toneladas) e Barro Alto (3.310 toneladas).

Fonte: Ascom/Seagri


Fabíola Mansur reverencia memória de Manoel Canário


Consternou a deputada Fabíola Mansur (PSB) o falecimento do jornalista Manoel Canário, profissional que marcou época na comunicação da Bahia pela competência, elegância e profissionalismo em mais de 50 anos de atuação multimídia. Unanimidade entre colegas e público, ele deixou um legado de seriedade, honradez e sobriedade como pode ser observado em inúmeros depoimentos nas redes sociais de colegas e amigos coletados pela parlamentar que lamentou a perda através de uma moção de pesar que protocolou junto à Secretaria Geral da Mesa da Assembleia Legislativa.

No documento, ela traçou um breve perfil biográfico de Manoel Canário, falecido aos 91 anos, no último dia 5. A cremação foi nesta quarta-feira (6) no Cemitério Jardim da Saudade, congregando familiares, jornalistas, radialistas, além de representantes de entidades profissionais como a Associação Baiana de Imprensa (ABI) e dos sindicatos dos Jornalistas Profissionais da Bahia (Sinjorba) e dos Trabalhadores em Empresas de Radiodifusão, TV e Publicidade (Sinterp). Manoel Canário era natural de Senhor do Bonfim e foi um pioneiro, pois começou sua vida profissional muito jovem em sua terra natal, nos microfones da Rádio Sociedade Cultural.

A parlamentar lembrou que a emissora foi fundada nos primórdios da radiodifusão baiana, ainda nos anos 1940, sucedendo a “Cultural” que era um serviço de alto-falantes criado por Caio Félix Martins, Adauto Silva e Cleômenes Caribé (Quequéu). “Uma das vozes marcantes, emblemáticas, da comunicação baiana, ele construiu uma carreira marcada pela ética, pela coragem e pelo compromisso com a informação de qualidade – e nos anos 50 do século passado já era uma referência no nascente mercado da comunicação radiofônica”, acrescentou.

A deputada Fabíola Mansur explicou que Canário trabalhou em diversas emissoras de rádio da Bahia, tornando-se um dos principais nomes do jornalismo no estado, especialmente na rádio Sociedade da Bahia, onde ficou conhecido como narrador do lendário noticiário Repórter Esso – de que era narrador. “Homem de múltiplos talentos escrevia igualmente com extrema correção e elegância. Ele também integrou o Cerimonial do Governo da Bahia nas gestões dos governadores Roberto Santos e Antonio Carlos Magalhães, bem como atuou profissionalmente em órgãos como o Banco Nacional de Habitação (BNH), depois incorporado pela Caixa Econômica Federal (CEF), completou.

“Voz potente, talento para interpretar, coragem, nos anos do regime militar, Manoel Canário destacou-se pela determinação em levar a verdade aos ouvintes, mesmo diante da censura, tornando-se símbolo de resistência e de defesa da liberdade de imprensa”, frisou a deputada Fabíola Mansur. Para ela, é importante destacar a militância sindical e de classe de Canário, que foi presidente do Sinterp, quando liderou a primeira greve de radialistas do Brasil. Ele também foi diretor da ABI e do Sinjorba, tendo atuação marcante em ambos os órgãos de classe, contribuindo intensamente para a valorização dos profissionais da comunicação.

A parlamentar também lembrou que em 2012, Canário foi homenageado pelo Governo do Estado da Bahia por sua inestimável contribuição à história do jornalismo e que a sua carreira profissional foi registrada na 9ª edição da Revista Memória da Imprensa, publicada pela ABI, que destacou sua visão crítica, a história e a evolução da comunicação baiana – bem como o amor que devotava à profissão abraçada ainda na juventude.
Antes de encerrar o texto, ela destacou algumas das dezenas de mensagens postadas em redes sociais por colegas e jornalistas, que salientaram a perda para a comunicação. “A Bahia perde com o falecimento de Manoel Canário uma de suas vozes mais marcantes, um mestre da palavra, um defensor incansável da verdade e da cidadania”. Além de registrar que o famoso “Senadinho do Shopping Barra” perdeu um companheiro ilustre, educado, sempre presente nas rodas de conversa e estimado por todos.
De Durval Ramos ex-presidente da OAB-BA, escritor e procurador, ela pinçou uma bela menção: “Quem respirou na Bahia ouviu no vento a voz de Canário”. Do ilustre jornalista e escritor Vítor Hugo Soares um depoimento pessoal: “Ausência insubstituível – pessoal e profissionalmente – pois a voz inimitável de Canário no rádio comoveu a minha mãe por décadas. Tive a honra de ser amigo. Um dos mais formidáveis homens de comunicação. Lágrimas de adeus e preservação da memória de comunicação e humana que já conheci”.

A deputada Fabíola Mansur rogou “que a sua história continue a inspirar gerações de comunicadores”. Por fim, solicitou que a Secretaria Geral encaminhasse a moção à família de Manoel Canário, ao Governo da Bahia, à ABI, Sinjorba e ao Sinterp.



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Bahia e França ampliam cooperação ambiental do Projeto PROT’AIR no Baixo Sul


Bahia e França ampliam cooperação ambiental do Projeto PROT’AIR no Baixo Sul

Tiago Junior – Ascom/Sema

A cooperação internacional entre a Bahia e a França deu mais um passo importante na terça-feira (4) com a confirmação da expansão do Projeto PROT’AIR – Turismo Sustentável e Áreas Protegidas França-Bahia para o município de Nilo Peçanha, no Baixo Sul do estado. A novidade foi anunciada durante visita técnica da comitiva francesa à região, com a assinatura da carta de adesão ao projeto.

A agenda integra uma série de encontros estratégicos que buscam fortalecer a parceria entre a Secretaria do Meio Ambiente (Sema), o Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema) e a Federação dos Parques Naturais Regionais da França, voltada à valorização das áreas protegidas, ao desenvolvimento territorial sustentável e à promoção do turismo de base comunitária.

O secretário do Meio Ambiente, Eduardo Sodré, destacou que a ampliação do PROT’AIR reforça o compromisso da Bahia com o desenvolvimento sustentável e o fortalecimento das comunidades locais. “A escolha do território do Baixo Sul traz essa característica de agrofloresta, de agricultura sustentável, de cultura do pertencimento, de turismo sustentável e de preservação das áreas”, afirmou.

“Em Nilo Peçanha, especialmente na comunidade quilombola de Jatimane, há uma cultura harmônica e sustentável, com escola, posto de saúde, pousadas e gastronomia fantástica. É um exemplo de que é possível ter desenvolvimento, qualidade de vida e preservação ambiental no mesmo território. Expandir isso no Baixo Sul com o apoio dos franceses é fortalecer o programa e garantir que os resultados cheguem à comunidade”, completou o secretário.

Durante a visita, o grupo conheceu experiências de turismo comunitário e agricultura sustentável desenvolvidas na região. Pedrina Rosário, da comunidade quilombola Jatimane, ressaltou o papel do turismo de base comunitária no fortalecimento social.

“A gente tem promovido diversas atividades, entre elas o trabalho voltado para o turismo comunitário, que engloba toda essa cadeia da produção da piaçava, do extrativismo, das manifestações culturais, da gastronomia, do jardim sensorial e da loja criativa. Acreditamos que, fortalecendo a nossa história por meio do turismo e gerando renda para a comunidade, conseguimos manter as pessoas no seu território com qualidade de vida e dignidade”, pontuou.

O gestor das unidades de conservação no Inema, Mateus Camilo, explicou que o PROT’AIR começou na Área de Proteção Ambiental (APA) Caminhos Ecológicos da Boa Esperança, e segue com novas ações para a região.

“Estamos na APA Caminhos Ecológicos da Boa Esperança, onde iniciamos a primeira etapa do Projeto PROT’AIR. Agora, daremos início a um diagnóstico turístico e a ações voltadas à gestão da unidade de conservação. Estamos em contato com os municípios, participando junto com a delegação francesa que veio avaliar possibilidades de novos investimentos nessa segunda etapa do projeto. A ideia é promover ações de restauração, turismo e desenvolvimento local, valorizando os produtos gerados a partir dos recursos naturais do bioma Mata Atlântica e fortalecendo o turismo rural, com a participação de comunidades tradicionais e quilombolas”, detalhou.

A comitiva também assistiu a uma apresentação cultural do grupo Zambiapunga, conhecendo um pouco da história e das tradições locais, além de visitar a Casa Familiar Agroflorestal (CFAF), onde foi apresentado o modelo educacional.

No período da tarde, a comitiva seguiu para o município de Taperoá, onde participou de uma reunião com a Associação de Agricultores e representantes da gestão municipal, para conhecer ações voltadas ao fortalecimento da agricultura familiar e do turismo sustentável na região. Em seguida, o grupo visitou a zona rural do município, conhecendo de perto experiências locais de produção agroecológica e boas práticas ambientais desenvolvidas por agricultores familiares.

A programação foi encerrada com uma apresentação cultural na orla de Taperoá, que contou com a banda marcial municipal e grupos de samba de roda, celebrando a cultura e a identidade local.

Prot’air

O Projeto PROT’AIR foi instituído por meio de um Memorando de Entendimentos assinado em outubro de 2023 entre o Governo da Bahia e a Federação dos Parques Naturais Regionais da França. Inspirado na experiência francesa com o selo Valeurs Parc, o programa busca criar um modelo baiano de certificação de produtos e serviços sustentáveis associados às unidades de conservação e APAs, fortalecendo a economia verde e agregando valor aos territórios.

Festival Nosso Futuro

A cooperação entre a Bahia e a França ganha ainda mais visibilidade nesta quarta-feira (5), com a visita do presidente francês Emmanuel Macron a Salvador. O chefe de Estado participará do Fórum Nosso Futuro, dentro da programação do Festival Nosso Futuro, que reunirá lideranças nacionais e internacionais para discutir soluções inovadoras em sustentabilidade, clima e meio ambiente.


ALBA sedia seminário sobre reparação econômica e igualdade racial na Bahia


A Assembleia Legislativa da Bahia sediou, nesta quinta-feira (6), o seminário “Reparação Econômica e Igualdade Racial: Caminhos para um Brasil Justo”, que reuniu parlamentares de vários partidos, gestores, especialistas no assunto e representantes sociedade civil, para debater acerca da Proposta de Emenda à Constituição 27/2024. De autoria do deputado federal Damião Feliciano (UB), a matéria propõe a criação do Fundo Nacional de Reparação Econômica e de Promoção da Igualdade Racial (FNREPIR), com o objetivo de promover a igualdade de oportunidades e inclusão social da população negra no Brasil.


A mesa de abertura do seminário foi composta pelos membros da Comissão Especial da PEC 27-2024, os deputados federais Márcio Marinho (Republicanos), 1° vice-presidente do colegiado; a presidente Benedita da Silva (PT), o relator da matéria Orlando Silva (PC do B); o 3º vice-presidente, Josivaldo JP (PSD); e Talíria Petrone (Psol). Como expositoras, participaram a deputada estadual Olívia Santana (PC do B); e a secretária municipal de Reparação Racial, Isaura Genoveva Neta, e a vereadora Ireuda Silva (Republicanos), ambas de Salvador.

Segundo a PEC em questão, o FNREPIR terá um aporte estimado de R$ 20 bilhões ao longo de 20 anos, a ser utilizado para financiar políticas públicas que promovam a igualdade racial, como bolsas de estudo para a população negra; apoio ao empreendedorismo, facilitando a criação de negócios por negros e pardos; e investimentos em educação, especialmente na primeira infância e melhorias nas escolas.

Já aprovada na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Câmara dos Deputados, a PEC segue para análise na Comissão Especial, etapa que antecede a votação em dois turnos no Plenário da Câmara e, posteriormente, no Senado Federal.

MOBILIZAÇÃO

Anfitrião do evento, o deputado Márcio Marinho falou sobre o trabalho realizado pela comissão que vem promovendo reuniões, audiências públicas e escutas públicas, para a elaboração de um documento que esteja conectado com a realidade do povo negro brasileiro. “Estamos ouvindo lideranças quilombolas, movimentos negros urbanos, especialistas, acadêmicos, organizações da juventude e representantes governamentais, garantindo que o relatório não seja apenas um documento técnico, mas um instrumento vivo de reparação e transformação social”, disse.

Segundo ele, com esses encontros o colegiado busca definir critérios claros para aplicação dos investimentos, priorizando áreas como educação, saúde, empreendedorismo, moradia, crédito, segurança alimentar, preservação da memória afro-brasileira e proteção territorial quilombola. Para o deputado, o Fundo Nacional da Igualdade Racial não representa um benefício, nem uma concessão “e, muito menos, um favor. Ele é um instrumento de justiça histórica”.

APROVAÇÃO

O objetivo, segundo Benedita da Silva, é conseguir, no Congresso Nacional, os 308 votos necessários para a aprovação da matéria. “Vamos precisar de uma mobilização muito grande para que tenhamos. Não somos maioria, e como o fundo é importante pra nós, não podemos ter nenhum elemento de crítica”, afirmou.

“A gente não está trabalhando partidariamente, a gente está, direita, esquerda e centro, em cima de uma causa, todos trabalhando juntos para que possamos ter esse fundo de reparação, que ainda é muito pouco, mas que já é uma grande vitória”, acrescentou.

Relator da PEC 27, o deputado Orlando Silva também salientou a luta e avanços conquistados pelo povo negro ao longo dos tempos, como a titulação de terras para os quilombolas e que estabeleceu o racismo como crime inafiançável. “Uma Constituição que tutelou direitos, que abriu caminhos, mas não foi suficiente para que superássemos, com rapidez que a história exige, a brutal desigualdade que aparta o povo negro de muitos direitos”.

Ele explicou o texto da PEC cujo primeiro artigo estabelece, como dever do Estado e da sociedade, afirmar a igualdade racial como direito fundamental de cada brasileiro e brasileira. Também introduz conceitos de transversalidade atravessando o conjunto de políticas públicas; o fortalecimento institucional, a necessidade de romper com a sub-representação política dos negros e pardos brasileiros, e a valorização e respeito das tradições e quilombos. “Não é razoável, um pais de 8.500 territórios quilombolas identificados, tenha pouco mais de 200 territórios titulados”.

Também prevê a constitucionalização do Sistema Único de Políticas para a Promoção da igualdade racial, e criação do fundo.

Em sua fala, Olívia Santana elogiou a articulação realizada pela comissão suprapartidária. “Isso aqui é resultado do amadurecimento do movimento. Ninguém perdeu aqui a sua identidade política”, destacou.

Com relação à PEC, ela sugeriu incluir no texto os acordos firmados pelo Brasil na Convenção 111, de 1958, que convoca a eliminação do racismo no mercado de trabalho, e na convenção da ONU, que obriga os estados partes a estabelecer políticas de enfrentamento ao racismo em todas as áreas de estrutura de estado. “Quando o Brasil assina um tratado como esses, esse tratado passa a integrar a nossa constituição”, lembrou.



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Seminário Diálogo Florestal mobiliza participantes em Abaré e conecta Bahia ao debate nacional da COP30


Seminário Diálogo Florestal mobiliza participantes em Abaré e conecta Bahia ao debate nacional da COP30

Foto: Ascom/Inema

Com participação simultânea de diversos estados brasileiros, o município de Abaré sediou nesta segunda-feira (4) o Seminário Diálogo Florestal da Bahia: Código Florestal e Sustentabilidade Regional. O evento integra as ações do Governo da Bahia, por meio do Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), pautadas pela COP30, na Amazônia.

Cerca de 300 pessoas acompanharam a abertura diretamente do auditório, que contou com apresentação teatral de estudantes do Colégio de Tempo Integral Professora Maria do Socorro Gomes Possidônio, sede do encontro. O seminário sucedeu a mobilização regional no Norte da Bahia, com articulação em Abaré e municípios vizinhos. Participaram gestores públicos locais, representantes de comunidades tradicionais, agricultores, estudantes e representantes ambientais.

O diretor-geral do Inema, Eduardo Topázio, participou do evento de forma virtual ao lado de outras autoridades e enalteceu a iniciativa avaliando como fundamental. “Para nós, do Inema, é fundamental que este debate siga acontecendo diretamente nos territórios. A Bahia tem experiências concretas de implementação do Código Florestal em diferentes realidades ambientais, e este seminário demonstra que a discussão sobre sustentabilidade não pode ficar restrita à capital, ou à COP30. Quando a gente realiza um evento como este que aconteceu em Abaré, e conectamos em tempo real outras regiões e outros estados, levamos transparência, dados e informação qualificada para quem vive diariamente os efeitos da desertificação e da pressão sobre o solo”, enfatizou o gestor.

Segundo Fabíola Cotrim, coordenadora de campo do Inema, “este seminário teve como objetivo justamente mostrar a realidade do bioma caatinga para toda a sociedade, para o Brasil. […] Por isso que foi escolhido justamente Abaré, devido ao bioma em si da Caatinga, aqui na região”.

Além de abordar sobre o Código Florestal e o CEFIR/PCT, o encontro dialogou sobre gestão ambiental municipal (LC 140), transparência das fiscalizações e o balanço da Operação Municipalizada, que resultou em atendimentos de 88,2% das demandas planejadas, lavratura de 32 autos de infração e cinco Termos de Doação em campo no Semiárido Baiano.

Assistente jurídica nos municípios de Abaré e Chorrochó, além de docente da escola anfitriã, Eloiza Gomes Possidônio destacou o papel da integração do evento com o calendário global da COP30: “A importância desse grande evento aqui no nosso município é muito grande, pois estamos no ano em que a Amazônia sediará a COP30. Então, trazer um evento onde a gente pôde discutir propostas para a COP30 é muito importante, tanto para os alunos como para a população de modo geral”.

A estudante Pamela Barros ressaltou que o debate chega diretamente ao público que vivencia a realidade rural: “Estou muito feliz porque se tratou de um tema que eu estou totalmente envolvida, que é a valorização do povo rural. […] Então, como garantir o uso sustentável desse solo, principalmente para essas pessoas que não têm acesso à educação, mas que agora estão tendo acesso à informação e estão sendo conscientizados”.

Durante o encontro, também participaram do diálogo técnico: Ismael Martins, especialista em Meio Ambiente da UR São Francisco, em Juazeiro; João Carlos Barros, especialista em Geoprocessamento da UR Sudoeste, em Jequié; Jamile Carneiro, especialista em Meio Ambiente da UR Portal do Sertão, em Feira de Santana; João Luiz Amorim, assessor jurídico da Diretoria de Regulação (DIRRE) do Inema

O Seminário Diálogo Florestal segue sua programação na quinta-feira (6), na Câmara Municipal de Macururé. A equipe técnica do Inema estará novamente presente, conduzindo as apresentações e promovendo o debate com os gestores, sociedade civil e comunidades locais.